O Convite



Quem pode negar um pedido de uma mãe. Até porque foi de forma tão espontânea que tinha que dar um parecer.
A mãe se aproxima e prósta-se diante do Mestre, nada de anormal, as pessoas que estão próximas param para ouvirem a súplica de mais uma mãe.
"Qual é o seu pedido?" pergunta o Mestre. A pobre mãe, sem vacilar diz: "bem... permitirá que no seu reino os meus dois filhos se sentem em dois tronos próximos do Seu?"
Houve um alvoroso entre os que estavam mais próximos.
"Quem essa mulherzinha pensa que é?"; "como são petulantes!"; "e eu que não tenho um pai ou mãe que lutem pelos meus diretos!".
Mas a resposta do Mestre é um CONVITE: "Vocês são capezes de beber o cálice que Eu vou beber?"
Se é beber algo para conseguir esta concessão, a resposta veio de pronto: "Sim, somos capazes!"
O ministério está completo, o que será de mim? As indagações estão como torrentes na cabeça dos "amigos" sem cargo ministerial, afinal aqueles sagazes usaram até a mãe!
Mas, o turbilhão de devaneios foi interrompido pela setença: "É certo que vocês beberão deste cálice", disse o Mestre; "mas o assentar-se a minha direita ou minha esquerda não cabe a Mim conceder".
A conclusão é taxativa, as nações têm dominadores e dominados; "as pessoas importantes exercem poder sobre elas".
O que vemos hoje está plenamente em concordância com estas palavras, pois um aviso aos incautos: "Não será assim entre vocês"; " e quem quer ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem que não veio para ser servido, mas para servir..."

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