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terça-feira, 16 de outubro de 2007

Carta de um bebê para sua mãe

As notícias chegam quase todos os dias. Recém-nascidos são jogados nos rios, nos lixos, crianças são espancadas, abusadas e acabam encontrando “liberdade” nas ruas... Será que o problema é social ou crise na saúde pública, desemprego, falta de vagas nas escolas públicas... O que está acontecendo com o “ser- Humano”?

Recebo vários e-Mails, Slides e entre estes estava um muito propício a minha indagação. Leia com carinho, sem se preocupar com qualquer tipo de lei, mas simplesmente com carinho e atenção, eis aí:

Oi, mamãe, tudo bom?

Eu estou bem, graças a Deus.
Faz apenas alguns dias que você me concebeu em sua barriguinha.
Na verdade, não posso explicar como estou feliz em saber que você será minha mamãe.

Outra coisa que me enche de orgulho é ver o amor com que fui concebido.

Tudo parece indicar que eu serei a criança mais feliz do mundo!

Mamãe, já se passou um mês desde que fui concebido e já começo a ver como o meu corpinho começou a se formar, quer dizer, não estou tão lindo como você, mas me dê uma oportunidade! Estou muito feliz! Mas tem algo que me deixa preocupado...

Ultimamente me dei conta de que há algo na sua cabeça que não me deixa dormir, mas tudo bem, isso vai passar, não se desespere.

Mamãe, já se passaram dois meses e meio, estou muito feliz com minhas novas mãos e tenho vontade de usá-las para brincar.

Mamãezinha, me diga o que foi? Por que você chora tanto todas as noites???

Por que quando você e o papai se encontram, gritam tanto um com o outro?

Vocês não me querem mais ou o quê? Vou fazer o possível para que me queiram...

Já se passaram 3 meses, mamãe, e noto você muito deprimida, não entendo o que está acontecendo, estou muito confuso.

Hoje de manhã fomos ao médico e ele marcou uma visita para amanhã...

Não entendo, eu me sinto muito bem... Por acaso você se sente mal, mamãe?

Mamãe, já é dia, aonde vamos? O que está acontecendo, mamãe?

Mamãe, não se deite, ainda são 2 horas da tarde, não tenho sono, quero continuar brincando com minhas mãozinhas.

Êi!!! O que esse tubinho está fazendo na minha casinha?!

É um brinquedo novo? Olha!!!

Ei, por que estão sugando minha casinha?!

Moço, por que a arrancou?! Não vê que me machuca?!

Não vê que ainda sou muito pequeno para me defender sozinho?

Mamãe!!! Espere, essa é minha mãozinha!!!

Mãe, a minha perninha, estão arrancando!!!

Mamãe, me defenda!!!

Mamãe, me ajude!!!

Diga para eles pararem, juro a você que vou me comportar e que não vou mais lhe chutar.

Como é possível que um ser humano possa fazer isso comigo?

Ele vai ver só quando eu for grande e forte... Ai mamãe, já não consigo mais... ai... mamãe, mamãe, ajude-me...

Mamãe, já se passaram 17 anos desde aquele dia, e eu, daqui de cima, observo como ainda machuca você ter tomado aquela decisão.

Por favor, não chore. Lembre-se que a amo e que estarei aqui lhe esperando com muitos abraços e beijos.

Amo muito você!!!

Seu bebê.

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